Wednesday, February 03, 2016

[Opinião] O Rei

Título: O Rei (The King)
Série: Irmandade da Adaga Negra (Black Dagger Brotherhood #12)
Autor(a): J.R. Ward
Editora: Casa das Letras


Durante séculos, Wrath esteve de costas voltadas para as obrigações do trono. Mas agora, com a ajuda da sua amada companheira, resolve finalmente assumir o manto e o trono do pai. No entanto, o peso da coroa sobre a sua cabeça é brutal. Enquanto a guerra com a Sociedade dos Minguantes prossegue sem dar tréguas e a ameaça do Bando de Bastardos parece finalmente ter atingido o alvo, Wrath é forçado a fazer uma escolha que coloca tudo - e todos - em risco.
Beth Randall julgou que estava consciente dos problemas que poderiam surgir quando acasalou com o último vampiro puro-sangue do planeta: nunca seria uma tarefa fácil! Mas quando decide que quer ter um filho, percebe que não estava preparada para a reação de Wrath - ou para a distância que essa decisão criaria entre eles.

Começamos este livro no Século XVII. A autora leva-nos ao passado para ver a vida de Wrath e a início parece um pouco descabido, mas ao longo do  livro percebemos qual a intenção destes flashbacks, mostrando que a história de traição e do medo em ter uma cria se repetem.

O poder de Wrath está em perigo. A glymera e o Bando de Bastardos querem destronar o Rei, mas não é apenas esse problema com que o Rei se depara: o relógio biológico de Beth acordou, e a Rainha quer, a todo o custo, engravidar.
No entanto, Wrath não quer trazer ao mundo uma cria, muito menos se essa cria for um macho. Porque ele não quer, de todo, sujeitar um filho seu ao que ele tem que passar todos os  dias.

A relação entre o casal permanece como no primeiro livro, mas vemos que há muita pressão na vida de Wrath e que isso acaba por os afastar aos poucos.

Uma vez mais, Ward mostra-nos várias histórias paralelas, acabando por, na minha opinião, fugir um pouco à questão essencial do livro. Ainda assim, penso que faz mais sentido sermos abordados com essas histórias em O Rei do que nos livros anteriores. 

Sola e Assail são um casal um tanto ou quanto difícil. Sola detesta o negócio do Vampiro mas também não imagina que de facto ele não é humano.
O que Assail sente por Sola, isso sim, aquece-me o coração. Porque estes machos têm tendência a ser, na sua maioria, frios e calculistas, mas quando aparece uma mulher que os derrete eles são a coisa mais adorável à face da Terra. Assail não desilude, ao proteger a todos os custos a sua humana, vingando-a e conseguindo que ela, de certo modo, ultrapasse tudo o que lhe aconteceu.
Tive pena que Sola partisse, mesmo depois da sua avó mostrar que não queria ir. Acredito, apesar de tudo, que no próximo livro as coisas mudarão.

Trez e Selena: que complicação. É óbvio que ambos gostam um do outro, mas a vida difícil de Trez impede-o de avançar a 100%; já a Escolhida pretende fazê-lo, ao acreditar que a sua vida vai terminar em breve.

Uma das minhas relações preferidas deste livro foi sem dúvida a de iAm com Boo. Para quem detestava gatos...!
A ajuda do Sombra à Rainha foi também algo que adorei, assim como a relação que cresceu entre eles.

Quando Beth descobre que está finalmente grávida e há mais tempo do pensava ser possível, eu fiquei fascinada e nada surpreendida. Afinal, ela é mestiça e tudo nela poderia correr de forma diferente. 
A reacção de todos, especialmente a de Wrath, quando descobrem que ela está grávida é fantástica. E melhor ainda foi a mudança de Wrath a toda esta situação, que finalmente aceitou que ter uma cria não seria assim tão mau. De facto, seria maravilhoso.

Xcor e Layla é uma parte do livro que eu desejo que seja resolvida em breve porque sinceramente a Escolhida está a agir da pior forma possível. Eu sei, eu sei, Xcor trata-a bem mas para mim, ela já foi avisada há imenso tempo. E se ela colocar a vida da cria de Qhuinn em perigo eu vou voltar a odiá-la com todas as forças. 
Por falar em Qhuinn, onde estava ele? Depois de um livro dedicado a ele e a Blay, ambos apareceram tão pouco neste livro...

Agora, há coisas às quais eu preciso de resposta: o que aconteceu a Anha? Era o bebé de Beth e Wrath que fazia John ter aqueles ataques? 

A perspicácia de Beth neste livro mostrou o quão valiosa ela é ao lado do Rei. Foi graças a ela que ultrapassaram esta luta, apesar de esperar algo mais violento e sangrento. 

O pequeno Wrath nasceu e apesar de Beth ter ficado impossibilitada de voltar a ser mãe, eles não podiam estar mais felizes. Porque ambos estão vivos e de boa saúde e só isso importa.

Wrath abdicou do seu poder, fazendo com que a partir daquele dia, os Reis fossem eleitos pelo povo. E quando ele menos esperava, o povo voltou a elegê-lo. E isso deixou-me feliz, porque Wrath é muito forte, mas no fundo no fundo, tem um coração de manteiga.

1 comment :

  1. Já sabes, comentário só depois de ler o livro.

    ReplyDelete

Back to Top